Julgados por atentados de Mumbai enfrentam 312 acusações

Nova Délhi, 20 abr (EFE).- As três pessoas que estão sendo julgadas pelo atentado de Mumbai, de novembro de 2008, entre elas o único terrorista capturado vivo durante a ação, enfrentarão um total de 312 acusações, informou hoje o promotor do caso.

EFE |

De acordo com as agências indianas, o promotor Ujjwal Nikam disse que o paquistanês Mohammed Ajmal Amir, conhecido como Kasab, é acusado, entre outras coisas, de assassinar 166 pessoas e ferir 238.

O Código Penal indiano indica que também enfrentarão as acusações de guerra contra a Índia, conspiração, causar terror, desestabilizar o Governo e enfraquecer a economia do país, entre outras.

No terceiro dia de apresentação do caso, o promotor lembrou que os dois indianos, Fahim Ansari e Sabahuddin Ahmed, também tiveram participação no ataque ao preparar mapas de Mumbai.

Fahim supostamente entregou estes documentos ao comandante do grupo fundamentalista Lashkar-e-Toiba (LeT) Zakiur Rehman Lakhvi, considerado o "cérebro" por trás do ataque realizado por um comando terrorista de dez pessoas.

A audiência continuou hoje com uma nova queixa de Kasab, que disse que não conseguia acompanhar os argumentos legais em inglês.

"Disse que só pôde entender duas palavras: Kasab e Paquistão", afirmou Abbas Kazmi, o advogado de ofício do único terrorista capturado vivo, segundo a agência "Ians".

Kasab, que se retratou da confissão anterior e denunciou ter sido torturado pela Polícia, explicou que é menor e, por isso, deveria ser processado por outra via, algo que o tribunal especial rejeitou.

Entre os outros acusados estão os outros nove terroristas mortos no ataque e 35 "foragidos" paquistaneses cuja entrega a Índia exigiu ao Paquistão, incluindo Lakhvi. EFE amp/db

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