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Juízes de tênis têm tendência a errar bola fora , diz estudo

Os juízes de linha de tênis têm probabilidade maior de errar quando dizem que a bola está fora do que quando decidem que ela está dentro, segundo um estudo da University of California, Davis, publicado na revista Current Biology. Na pesquisa, os cientistas assistiram quatro mil clipes de pontos do Torneio de Wimbledon e concluíram que de 83 chamadas erradas feitas pelos juízes, 70 apontavam uma bola fora.

BBC Brasil |

Se não houvesse a tendência, a expectativa dos cientistas seria encontrar 50% dos erros para bola fora, e 50% para bolas dentro.

A equipe da University of California, Davis acredita que a tendência ocorre por causa de um intervalo de centenas de milésimos de segundos entre a captação da imagem pela retina e o seu processamento no cérebro.

Tarefa complexa
Decodificar informações sobre a posição de objetos é uma tarefa complexa, já que o cérebro tem que levar em conta não apenas o movimento de um objeto, mas também o movimento do olho em relação a ele.

Se o objeto se move rápido, o cérebro produz uma ilusão de que ele se moveu um pouco além, para tentar compensar este intervalo.

A equipe de cientistas afirma que, em termos de tênis, isso significa que uma bola que atingiu a linha pode ser percebida pelo juiz de linha como uma bola que se moveu um pouco mais e, conseqüentemente, acaba resultando em uma chamada de "bola fora".

Os pesquisadores recomendam o uso de replay instantâneo nas quadras ou obrigar os tenistas a jogar em quadras de saibro, onde a bola deixa uma marca mostrando o ponto exato em que tocou o chão.

Os cientistas acreditam ainda que, com a descoberta, há potencial para os jogadores contestarem as decisões dos juízes de linha.

"Do jeito que é hoje, a habilidade de contestar um juiz de linha está ligada à habilidade de jogar tênis - aqueles jogadores que fizerem melhor uso do recurso, se beneficiariam mais", disseram os cientistas.

O professor George Mather, da Universidade de Sussex, na Inglaterra, também pesquisou a acuidade de julgamento dos juízes de linha e acredita que a tendência pode ser causada não pelo processamento das imagens pelo cérebro, mas sim pelo modo como o cérebro decide responder.

"Pode ser que haja uma contribuição tanto no estágio da percepção, como no estágio da resposta, com outras razões fazendo com que a decisão de julgar uma bola 'fora' seja tomada mais vezes."
Segundo ele, no entanto, o risco de erro por causa deste tipo de tendência é baixo.

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