Juizado paraguaio afasta juízes que absolveram suposto traficante brasileiro

Assunção, 11 mai (EFE).- O Juizado de Magistrados do Paraguai afastou hoje dois juízes que, na semana passada, possibilitaram a absolvição de um brasileiro processado por tráfico de drogas.

EFE |

O presidente do Júri, Enrique Bachetta, disse que a sanção afeta os juízes Estela Maris Galeano e Carlos Saldívar, que impuseram a maioria na decisão, já que o único voto contra a absolvição foi da magistrada Mirtha Sánchez.

"Entendemos que, com todo o cúmulo probatório que se tinha oferecido na ata de acusação, não se pode fixar um só dia de julgamento para levar adiante uma infinidade de provas", afirmou Bachetta, ao se referir ao rápido julgamento ao qual foi submetido Jonathan Wink Soligo.

O tribunal, que deliberou na quinta-feira passada na cidade de Pedro Juan Caballero, 550 quilômetros a nordeste de Assunção, na fronteira com o Mato Grosso do Sul, absolveu também outros dois brasileiros, Edinei Jara de Oliveira e Antônio Ramos Cribelli.

Soligo, filho de Irineu Soligo, um dos traficantes mais procurados na fronteira entre os dois países, pediu hoje que o processamento do promotor antidrogas Arnaldo Giuzzio, responsável por sua detenção em 9 de julho de 2006 com um carregamento de 120 quilos de cocaína.

Os três brasileiros tinham sido detidos durante uma operação que Guizzio liderou em uma fazenda de Capitan Bado, situada na divisa com Mato Grosso do Sul.

O tribunal declarou "livres de culpa e pena" os acusados devido a falhas de procedimentos da Promotoria Antidrogas e da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad).

Giuzzio anunciou que apelará da decisão, ao qualificá-la de "aberrante e suspeita". EFE lb/db

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