A juíza de instrução encarregada de investigar o acidente do avião de Air France durante o voo AF447 entre o Rio e Paris, ocorrido no dia 1º de junho, se reuniu nesta quinta-feira com as famílias das vítimas que apresentaram queixas.

Participaram da reunião dezenas de pessoas ligadas às vítimas e seus advogados, assim como representantes de associações, sindicatos de pilotos e de comissários de bordo, constatou um jornalista da AFP.

"As famílias têm muita esperança quanto à investigação técnica realizada pela BEA (Agência de Investigações e Análises) e à investigação judicial, a única que pode revelar a verdade sobre o acidente", disse Jean-Baptiste Audousset, presidente da associação "Ajuda Mútua e Solidariedade AF447".

Uma queixa por "homicídios involuntários" foi apresentada em junho após o desaparecimento do A330 da Air France entre Rio e Paris.

A investigação ficou a cargo da juíza de instrução Sylvie Zimmerman. Após o acidente, várias associações de vítimas foram formadas, pelo menos duas na França e outras duas no Brasil. As partes civis podem ter acesso ao expediente.

As 228 pessoas que estavam a bordo do avião eram de 32 nacionalidades. Entre elas havia 72 franceses, 59 brasileiros e 26 alemães.

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