Juíza ordena prisão preventiva de acusados de tentar assassinar Morales

LA PAZ - Uma juíza emitiu hoje a prisão preventiva dos dois supostos terroristas internacionais que, segundo denuncia o Governo boliviano, planejavam matar o presidente Evo Morales e que foram detidos em uma operação na qual morreram outros três supostos mercenários.

EFE |

Em uma audiência de medidas cautelares que terminou de madrugada, a juíza Betty Yañiquez ordenou que fossem provisoriamente enviados a uma prisão o suposto terrorista boliviano Mario Tadic Astorga e o húngaro Elod Tóaso, confirmou à Agência Efe uma fonte judicial.

Os dois acusados, que inicialmente serão enviados à penitenciária de San Pedro, no centro de La Paz, foram detidos esta semana em uma operação policial na cidade de Santa Cruz, leste, na qual morreram o romeno Magyarosi Arpak, o irlandês Dwayer Michael Martin e o boliviano Eduardo Rózsa Flores.

Os cinco são acusados de pertencer a uma quadrilha que planejava assassinar Morales, o vice-presidente, Álvaro García Linera, e outras autoridades governamentais e do departamento de Santa Cruz, segundo denunciou o Executivo.

A imprensa local afirma que Flores lutou na guerra dos Bálcãs, foi correspondente internacional, escreveu livros e produziu e inspirou filmes.

O Ministério de Exteriores irlandês anunciou que enviará a La Paz um alto funcionário que terá como missão investigar se Martin é efetivamente cidadão do país.

Em Paris, a Interpol (Polícia internacional) ofereceu apoio às autoridades policiais bolivianas para investigar a suposta tentativa de magnicídio.

A oposição boliviana, no entanto, levantou suspeitas sobre os supostos planos de magnicídio e criticou o que foi considerada uma tentativa de "politizar" uma questão que alguns qualificaram de "show" e "montagem".

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