Juíza espanhola decidirá nos próximos dias destino de corpo de brasileira

Orense (Espanha), 23 mar (EFE).- Uma juíza de Ribadavia, noroeste da Espanha, decidirá nos próximos dias o destino dos restos mortais da brasileira Maria Socorro da Silva de Oliveira, cujo corpo foi encontrado após ser jogado em um rio por seu assassino confesso, informaram hoje à Agência Efe fontes judiciais.

EFE |

A mãe da jovem, Maria Lindalva da Silva, que chegou este domingo à Espanha procedente do Brasil, reivindicou hoje pessoalmente o corpo da filha, que tinha 26 anos.

A juíza poderia consultar o promotor e os advogados para determinar se serão pedidos novos exames antes de decidir se permite a repatriação do corpo ou das cinzas, conforme corresponder com os requisitos de saúde internacionais, acrescentaram as fontes.

Em entrevista à Efe, Maria Lindalva da Silva, que vive no Maranhão com três dos oito filhos e com a filha de Maria Socorro, de 8 anos, explicou que a brasileira "conheceu pela internet um homem de Orense chamado Juan, que a convidou a ir à Espanha, e ela aceitou, porque lutava por uma vida melhor".

Mas, na última conversa telefônica que manteve com Maria Socorro, ela contou que "já não vivia com Juan, mas com outra menina do Brasil" e que começaria a trabalhar "cuidando de uma senhora em sua casa".

Mais tarde, soube pela companheira de apartamento da filha que a jovem não voltou ao Brasil antes porque Juan prendeu seu passaporte e que esta o havia denunciado por maus-tratos.

A colega de apartamento de Maria Socorro foi exatamente quem alertou para que esta tinha sido encontrada morta.

"Não acreditei até que, no dia 1º de março, percebi que Maria Socorro não ligou para dar parabéns à filha pelo seu aniversário", acrescentou Maria Lindalva.

Ela afirma que foi à Espanha para confirmar pessoalmente se o corpo encontrado era o da filha, e, para isso, pediu ajuda às autoridades brasileiras, pois não tinha condições financeiras de viajar ao país europeu.

A brasileira foi assassinada pelo espanhol Ramón F. A., de 48 anos, que foi detido após confessar que a matou depois discutir pelo preço do programa. EFE rv/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG