Juíza argentina bloqueia uso de reservas para dívida

Por Fiona Ortiz BUENOS AIRES (Reuters) - Uma juíza argentina emitiu nesta sexta-feira um parecer impedindo temporariamente o uso de reservas do banco central para garantir o pagamento da dívida pública, aprofundando o conflito político que já atingiu a confiança dos mercados.

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Bônus e ações do país, além do peso, caíam um dia após a presidente Cristina Fernández Kirchner tirar Martín Redrado da presidência do BC por decreto porque ele se recusou a transferir 6,6 bilhões de dólares das reservas para pagamento de dívida.

"É muito melhor utilizar as reservas que pedir empréstimo a taxas de 15 ou 14 (por cento), enquanto pelas reservas nos pagam apenas 0,5 ou 1 (por cento)", afirmou a presidente.

Grupos da oposição apresentaram recursos na Justiça para bloquear a transferência das reservas para um fundo criado para dar suporte aos pagamentos de dívida.

"A medida da juíza María José Sarmiento é uma medida cautelar, ou seja, é uma medida provisória, suspende o decreto (sobre a criação do fundo) até que o Congresso se pronuncie sobre o tema", disse à Reuters uma fonte judicial.

A imprensa local informou que o BC abriu uma conta especial, o que seria o passo inicial para liberar o uso das reservas internacionais.

Redrado deixou o cargo na noite de quinta-feira. Mas a imprensa também disse que ele apresentou uma medida cautelar à Justiça para poder permanecer no posto.

(Com reportagem de Jorge Otaola e Karina Grazina)

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