Washington, 30 jul (EFE).- Uma juíza federal escutará hoje os argumentos da Promotoria e dos advogados do afegão Mohammed Jawad, detido em Guantánamo desde 2002, para decidir se ele deve ser mandado a seu país de origem ou aos Estados Unidos para um possível julgamento.

A juíza Ellen Huevelle, que ficará encarregada do caso de Jawad, um dos presos mais jovens de Guantánamo, Cuba, diz que a acusação da Promotoria contra o afegão é "degradante" e "cheia de lacunas" e quer libertar o detido.

Os promotores do caso registraram na quarta-feira um documento na Corte Federal do Distrito de Columbia no qual afirmam que o Governo americano poderia libertar Jawad, mas não especificaram seu destino.

A Promotoria está tentando angariar provas contra Jawad para acusá-lo formalmente, mas, enquanto isso, se prepara para a possibilidade de que um grande júri de investigação -equivalente ao juiz de instrução- despreze o caso ou que a própria magistrada ordene a libertação do preso.

Jawad, que está há seis anos e meio no centro de detenção da base naval americana em Cuba, é acusado de ter ferido dois soldados americanos e seu intérprete no Afeganistão ao lançar uma granada contra o veículo no qual estavam.

Os advogados afirmam que o afegão tinha 12 anos quando foi detido, em dezembro de 2002, mas não existe certidão de nascimento que comprove isso, de modo que sua idade não foi estabelecida.

O Pentágono calcula que Jawad tivesse 17 anos quando foi detido, baseando-se na análise de seus ossos.

Os advogados do preso argumentam que seu cliente apenas confessou ter lançado a granada depois que funcionários afegãos ameaçaram matar sua família e ele.

Um juiz militar determinou que o jovem afegão foi torturado e decidiu em outubro que sua confissão não podia ser usada nos tribunais militares de Guantánamo. EFE cae/db

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