Juiz sul-africano vai apurar crimes de guerra em Gaza

GENEBRA - O ex-promotor de crimes de guerra da ONU Richard Goldstone foi indicado na sexta-feira para chefiar uma missão internacional que vai apurar alegações sobre a violação de direitos humanos por forças israelenses e militantes palestinos em Gaza.

Reuters |

O mandato da equipe de quatro membros se apoia em uma resolução adotada pelo Conselho de Direitos Humanos em sua sessão especial de 12 de janeiro.


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"Eu estou confiante de que a missão estará em posição de avaliar de uma maneira independente e imparcial todas as violações de direitos humanos e humanitárias cometidas no contexto do conflito (de Gaza)", disse um comunicado assinado em Genebra pelo presidente do conselho, o embaixador nigeriano Martin Uhomoibhi.

Goldstone disse em uma coletiva de imprensa que pretende viajar com sua equipe à região em algumas semanas e preparar um relatório para entregar ao conselho em julho.

"Há alegações substanciais de crimes de guerra cometidos antes, durante e depois das operações militares em Gaza", disse Goldstone.

Os demais membros do inquérito são a advogada de direitos humanos paquistanesa Hina Jilani, a professora britânica de direito internacional Christine Chinkin, e o coronel irlandês aposentado Desmond Travers.

De acordo com grupos de direitos humanos palestinos, 1.417 pessoas foram mortas no conflito, incluindo 926 civis. Outros 13 israelenses morreram.

Israel acusou o Hamas de usar civis como escudos humanos durante o conflito. Grupos de direitos humanos também criticaram o Hamas por atirar foguetes contra alvos civis no sul de Israel.

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