Juiz rejeita recurso e mantém prisão de ex-premiê da Ucrânia

Acusada de abuso de poder e desvio de verbas públicas, Yulia Tymoshenko foi presa por desacato na sexta-feira

iG São Paulo |

AP
Partidários fazem manifestação de apoio à Yulia Tymoshenko em frente a tribunal em Kiev

Uma corte da Ucrânia decidiu nesta segunda-feira manter presa a ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko. Acusada de abuso de poder e desvio de verbas públicas, a ex-premiê foi presa na sexta-feira por "reiterados desacatos da ré ao tribunal, em particular, e à obstrução aos interrogatórios".

O juiz não aceitou o pedido do advogado da ex-premiê, Yuri Sujov, que argumentou que ela nunca descumpriu uma medida cautela anterior que a impedia de deixar o pais. Do lado de fora da corte, centenas de partidários e opositores faziam manifestações pró e contra Tymoshenko.

A justiça da Ucrânia proibiu que câmeras fossem instaladas dentro do tribunal, mas imagens feitas com telefones celulares mostraram a ex-premiê durante a audiência. Com boa aparência, ela falava com determinação e estava usando seu penteado característico, com uma trança em volta da cabeça. Em entrevista em frente ao tribunal, o marido da ex-premiê disse que ela estava bem, mas sofrendo muito pelo fato de suas companheiras de cela fumarem e ela não.

Tymoshenko nega ter cometido abuso de poder em 2009, quando assinou um acordo de gás natural com a Rússia que teria sido prejudicial à economia da Ucrânia.

A ex-premiê afirma, ainda, que sua prisão e todo o julgamento são uma tentativa do presidente Viktor Yanukovych de impedir que ela disputa as próimas eleições.

Com EFE, AFP e BBC

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