Juiz recusa pedido de Obama de adiar processo em Guantánamo

Um juiz militar no centro de detenção da base militar americana na Baía de Guantánamo, em Cuba, rejeitou nesta quinta-feira o pedido do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de suspender o julgamento de um detento. De acordo com analistas, este pode ser um revés para os planos de Obama de fechar o campo de prisioneiros de Guantánamo.

BBC Brasil |

O saudita Abd al-Rahim al-Nashiri é acusado de planejar um atentado contra o navio USS Cole, da Marinha dos Estados Unidos, em outubro de 2000.

O juiz James Pohl disse que o pedido de suspender o julgamento para permitir uma revisão do caso pelo novo governo americano "não foi persuasivo". Pohl decidiu que o julgamento de Nashiri deve ser realizado.

Em uma das primeiras medidas que tomou como presidente, Obama instruiu promotores que pedissem que os julgamentos de 21 detentos indiciados fossem adiados por 120 dias. Na maioria dos casos, o pedido foi atendido rapidamente.

O ataque ao USS Cole, quando o navio estava ancorado na costa do Iêmen, deixou 17 militares mortos e 50 feridos. Nashiri foi preso nos Emirados Árabes Unidos em 2002, e depois transferido para Guantánamo.

Revisão
O novo governo deve decidir agora como proceder. Obama ordenou uma revisão dos julgamentos de suspeitos de "terrorismo" na semana passada.

O novo presidente americano também ordenou o fechamento do centro de detenção de Guantánamo dentro de um ano.

Obama disse que os Estados Unidos vão continuar a combater o terrorismo, mas também vão manter "seus valores e ideais".

Cerca de 250 detentos acusados de ligações com terrorismo permanecem detidos em Guantánamo.

O processo legal destes prisioneiros tem sido amplamente criticado porque os militares americanos agem como carcereiros, juízes e júri.

Um juiz já suspendeu por 120 dias o julgamento de cinco homens acusados de envolvimento nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

Entre eles estão Khalid Sheikh Mohammed, considerado o mentor dos ataques. O prisioneiro se opôs à suspensão, dizendo que quer confessar seu papel no ocorrido.

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