Juiz processa Abu Dahdah e 2 islamitas por financiarem células da jihad

Madri, 28 abr (EFE).- O juiz da Audiência Nacional espanhola Ismael Moreno processou Imad Eddin Barakat Yarkas, conhecido como Abu Dahdah, líder da célula da Al Qaeda desarticulada na Espanha após o atentado de 11 de Setembro, e outros dois supostos terroristas islamitas por financiarem células jihadistas a partir da prisão onde se encontram.

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Moreno processa "Abu Dahdah", que atualmente cumpre uma pena de 12 anos de prisão, e Muhammed Galeb Kalaje Zouaydi, detido e condenado na operação "Dátil", pelo crime de integração em organização terrorista.

Já Bassan Dalati Satut, absolvido no julgamento contra a célula liderada por Barakat Yarkas, está sendo processado pelo crime de colaboração com grupo armado.

Na resolução judicial, o magistrado destaca que os três processados formavam um "grupo organizado dedicado à realização de operações econômicas com o objeto de financiar células terroristas de caráter jihadista que foram realizadas em diferentes datas entre 2006 e 2007".

De acordo com o juiz, Galeb Kalaje é a pessoa que, a partir de presídio de Alcalá Meco (Madri), dá as instruções de financiamento para Dalati para que extraia fundos da sociedade cruzada que ambos criaram e os entregue a "Abu Dahdah", que está preso na prisão de Zuera (Zaragoza).

De acordo com o juiz, Abu Dahdah recebeu pagamentos no valor de 51.161,27 euros por esse esquema.

Essa quantia foi descoberta a partir de diversos documentos encontrados durante o registro da casa de Dalati, que "credenciariam" o pagamento mediante dois cheques bancários emitidos em 13 de dezembro de 2006, no valor de 48.080,97 euros, e outro de 3.080,30 euros.

"Os fundos descritos, extraídos da sociedade, foram utilizados em parte para o financiamento de células de caráter terrorista", destaca.

O juiz Moreno, que na quinta-feira comunicou o processo dos três integrantes do grupo, mantém a prisão provisória de Galeb Kalaje e "Abu Dahdah", decretadas em 26 de julho de 2007 e 20 de dezembro desse ano, respectivamente, assim como a liberdade provisória de Dalati, estipulada após sua detenção em 25 de julho do ano passado.

EFE rbf/fb

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