Juiz processa 3 militares dos EUA por morte de repórter espanhol em Bagdá

Madri, 21 mai (EFE).- Um juiz espanhol decidiu hoje processar de novo três militares americanos pela morte do cinegrafista espanhol José Couso em Bagdá em 2003, alegando que há indícios racionais de criminalidade.

EFE |

A decisão foi do juiz da Audiência Nacional Santiago Pedraz em um auto emitido após receber recentemente a declaração por escrito como testemunhas dos ex-ministros espanhóis de Defesa Federico Trillo e de Exteriores Ana Palacio.

O jornalista morreu em 8 de abril de 2003 devido a ferimentos causados por um projétil disparado por um tanque americano contra o Hotel Palestina de Bagdá, onde estava hospedada grande parte da imprensa internacional que cobria a Guerra do Iraque.

Em 2007, o juiz já tinha processado o sargento Thomas Gibson e os superiores do militar, o tenente-coronel Philip de Camp e o capitão Philip Wolford, pelos crimes de assassinato com dolo e contra a comunidade internacional, embora a sala penal deste tribunal tenha revogado a decisão um ano depois.

Apesar dessa decisão, na qual a sala penal da Audiência Nacional apoiou a posição da Promotoria, que pediu o arquivamento da causa, o magistrado a reativou e intimou Trillo e Palacio a depor.

Além disso, pediu ao Ministério da Defesa que designasse dois especialistas em armamento para determinar a "capacidade destrutiva" do projétil lançado do carro de combate americano contra o hotel, em um ataque que matou Couso e o repórter Taras Protsyuk, da agência "Reuters".

O magistrado afirma que a ordem direta de disparar contra o hotel partiu de De Camp, chefe do regimento de blindados, que a transmitiu ao capitão Wolford, ao comando da unidade, e que o autor material do disparo foi o sargento Gibson. EFE nac/db

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