Juiz pede expulsão de mulher de Tony Blair da magistratura

Londres, 15 mai (EFE).- Cherie Blair, mulher do ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, e advogada, além de juíza em tempo parcial, deveria ser expulsa da magistratura por desprestigiar a profissão em suas memórias, segundo um colega de trabalho.

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O juiz Gerald Butler, uma figura extremamente respeitada que presidiu o tribunal londrino de Southwark, um dos maiores do país, critica Cherie Blair por revelar em seu livro intimidades sobre sua vida, seu marido e outras personalidades públicas.

"O que ela fez não é o que se espera de um juiz. Se quer continuar fazendo dinheiro com comentários degradantes, que o faça, mas não acho que seja algo digno de uma juíza. Mostra uma total falta de decência", afirma Butler em declarações ao jornal "Evening Standard".

Segundo a publicação, o milhão de libras (1,26 bilhão de euros) que Cherie recebeu para lançar suas memórias, que chega sexta-feira às livrarias européias, contrastam com as menos de 70.000 libras que ganhou no ano passado como advogada e juíza de ofício.

O comportamento de Cherie Blair "desonra a profissão leiga. É uma desgraça, mas não se esperava outra coisa dela. Em minha opinião, ela não poderá nunca chegar aos altos degraus da justiça", disse Butler, de 77 anos.

John Cooper, também advogado de profissão, sem querer comentar o caso específico de Cherie Blair, observa que um juiz deve possuir capacidade de julgamento porque muitas vezes recebe material confidencial que precisa respeitar.

"Não conheço nenhum juiz do Alto Tribunal que tenha escrito suas memórias antes de se aposentar. É preciso ter cuidado com o que se escreve nas memórias", afirma Cooper.

Em seu livro, Cherie Blair dá detalhes sobre sua vida sentimental e sexual com seu marido, descrevendo o momento em que ele a pediu em casamento - enquanto ela lavava o chão do banheiro onde passavam férias na Itália -, ou sobre como conceberam o quarto filho - fazendo amor no castelo da rainha em Balmoral (Escócia). EFE jr/fb

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