Juiz pede agilidade ao Governo americano no caso dos detidos em Guantánamo

Washington, 8 jul (EFE).- Um juiz federal pediu hoje ao Governo dos Estados Unidos que acelere os trâmites para o julgamento na esfera cível dos mais de 200 presos confinados em Guantánamo, direito que há um mês lhes foi assegurado pela Suprema Corte do país.

EFE |

Em uma audiência, o magistrado Thomas Hogan disse que o Governo precisa entender "que chegou a hora de seguir adiante" com esses casos.

Hogan, escolhido para coordenar os pedidos de libertação apresentados pelos presos, ressaltou que se comprometeu a fazer os casos avançarem o mais rápido possível.

Atualmente, há aproximadamente 265 detidos em Guantánamo, uma prisão de máxima segurança localizada em Cuba e criada em 2002 para os suspeitos de terrorismo detido depois dos ataques de 11 de setembro do ano anterior.

Segundo Hogan, alguns desses detidos nunca foram intimados para uma audiência judicial, mesmo estando há mais de seis anos presos.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos deve pôr 50 advogados à disposição dessas pessoas, número que Hogan considerou insuficiente.

O Governo tem que entender que é necessário andar com estes processos antes de tratar de outros assuntos, destacou o juiz.

Os advogados dos presos reclamaram que o Governo não se está agindo tão rápido quanto poderia, algo que Hogan atribuiu ao "pouco interesse" das autoridades na questão.

Por sua vez, o subsecretário adjunto de Justiça, Gregory Katsas, pediu ao juiz que permita ao Governo apresentar novas provas para justificar a detenção dos reclusos, o que pode prolongar o processo por vários meses. EFE elv/sc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG