Juiz paraguaio nega proibição de anúncio contra Lugo

Um juiz eleitoral rejeitou nesta segunda-feira o pedido de proibição da propaganda que acusa o ex-bispo católico e candidato presidencial Fernando Lugo de cúmplice de seqüestradores, a seis dias das eleições no Paraguai.

AFP |

O juiz Darío Poletti não deferiu o pedido do procurador eleitoral Carmelo Caballero, que queria proibir a divulgação, na TV, de uma propaganda paga por Mirtha Gusinski, mãe de Cecilia Cubas, a filha do ex-presidente Raúl Cubas assassinada em fevereiro de 2005, após cinco meses de seqüestro.

No anúncio, que não promove qualquer outro candidato, Gusinski acusa Lugo de defender a posição dos seqüestradores e assassinos de Cecilia, e pede à população que não vote no ex-bispo nas eleições de 20 de abril.

Gusinski afirma ainda que Lugo participou de negociações para que vários foragidos acusados do crime fossem acolhidos como refugiados na Bolívia.

Lugo, candidato da Aliança Patriótica para a Mudança (APC), lidera as pesquisas.

De fato, o ex-bispo conhece alguns dos seqüestradores de Cecilia, militantes do partido de esquerda Pátria Livre, que foram seminaristas em sua diocese.

Fernando Lugo disputa a presidência com Blanca Ovelar, do Partido Colorado (governista); Lino Oviedo, da União Nacional de Cidadãos Éticos, e Pedro Fadul, do partido Pátria Querida.

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