Juiz nos EUA condena executivo a escrever livro

Um juiz americano condenou um ex-executivo de um laboratório farmacêutico culpado de falso testemunho a escrever um livro. Ricardo Urbina, juiz de um tribunal em Washington, justificou a pena imposta a Andrew G.

BBC Brasil |

Bodnar, ex-vice presidente senior da Bristol-Myers Squibb, em um caso de disputa de patente do medicamento Plavix dizendo que a obra pode ser usada para dissuadir "pessoas que se encontrem em uma situação parecida".

"Como a lei procura promover o respeito e a sentença é um aspecto vital desse processo, ordenei que ele escreva um livro que possa ser útil para outras pessoas que se encontrem em uma situação parecida, para que dessa maneira não ajam contra a lei", disse o magistrado.

"A dissuasão tem duas partes: para o indivíduo que cometeu o delito e para o público em geral."
Arrependimento
Urbina colocou Bodnar em liberdade condicional por dois anos, mas quer que ele "se sente para dissecar como se meteu em problemas e entender não apenas por si mesmo mas também (...) para os outros".

Ele quer que o executivo aceite esta pena original "para mostrar arrependimento" e porque "tornar-se responsável pelos próprios atos é uma parte do processo que esperamos de um condenado".

Bodnar foi condenado em um caso que envolveu dois laboratórios farmacêuticos - Bristol-Myers e Apotex - que fizeram um acordo que as autoridades consideraram uma violação das regras que impedem o monopólio comercial nos Estados Unidos.

Quando o acordo foi revisado pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, exigiu-se que Bodnar prestasse informações sobre se o acordo poderia afetar o consumidor.

"Em sua declaração ele indicava uma coisa, mas depois a comissão se deu conta de que era falso. Assim que foi acusado, ele se declarou culpado", disse o juiz.

O executivo também foi condenado a pagar uma multa de US$ 5 mil.

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