Juiz nega processo de homem que pedia US$ 1,5 mi por rim doado à esposa

NOVA YORK - Um juiz de Nova York desprezou hoje o processo de um cirurgião dos Estados Unidos que reivindicava US$ 1,5 milhão da esposa por um rim doado à mulher há oito anos, quando a vida dela dependia de um transplante.

EFE |

Há um mês, Richard Batista chamou a atenção da imprensa ao exigir, como parte de um acordo de divórcio, uma indenização econômica pelo rim doado, já que sua mulher, Dawnell Batista, não o deixava ver os três filhos do casal.

O cirurgião, que trabalha no centro médico da Universidade de Nassau, em Long Island, Nova York, alegava que tinha direito de reivindicar a indenização, que cifrou em US$ 1,5 milhão.

No entanto, o juiz Jeffrey Grob rejeitou hoje aceitar a trâmite a ação legal, ao considerar que o rim foi um presente.

Na decisão, o magistrado explicou que, na ampla categoria de bens que podem ser considerados de propriedade compartilhada em um casamento, os órgãos doados não estão incluídos.

Segundo Batista, a esposa, com a qual se casou em 1990, o traiu com outro homem e não permitia que visse os três filhos, de 14, 11 e 8 anos.

O médico explicou que doou o rim à esposa, enfermeira, em uma tentativa de salvar o casamento.

"Minha primeira prioridade foi salvar sua vida e, a segunda, resgatar nosso casamento", afirmou Batista, de 49 anos, ao ressaltar que "não há uma dor mais profunda que ser traído pela pessoa a quem dedicou sua vida".

Após dois transplantes fracassados, Batista, que cuidava da esposa, doou seu rim em 2001, depois que os testes médicos comprovaram sua compatibilidade.

O casamento sobreviveu outros quatro anos até que a esposa apresentou um pedido de divórcio em julho de 2005, no qual assegura ter sofrido maus-tratos físicos e psicológicos por parte do marido.

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