Juiz manda prender membros das Farc infiltrados no Exército colombiano

(atualiza com ordem de prisão) Bogotá, 12 mar (EFE).- Um juiz ordenou hoje a prisão de dois supostos membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que se infiltraram há um ano em uma brigada do Exército com o objetivo de roubar armas e cometer atentados contra a base militar, informou hoje a imprensa local.

EFE |

Os supostos infiltrados serão levados à prisão de Popayán, informou a seção da Procuradoria Geral em Cali, que, em audiência preliminar, os acusou dos crimes de rebelião, espionagem, traição à pátria e contra a segurança do Estado.

A medida foi adotada por um juiz de controle de garantias de Santander de Quilichao, localidade de Cauca, departamento cuja capital é Popayán.

A Promotoria regional explicou em comunicado que Edison Zetty Campo e César Fabián Urbina foram detidos no fim de semana passado "no posto de comando do Batalhão Pichincha", unidade em Santander de Quilichao e subordinada à Terceira Brigada do Exército, com sede em Cali, a capital departamental de Valle del Cauca.

Eles tinham se alistado há 17 meses como soldados camponeses, informou a mesma fonte, que advertiu de que, aparentemente, ambos pertenciam à coluna móvel Jacobo Arenas das Farc.

Na investigação, a Promotoria estabeleceu que os supostos infiltrados "davam informação sobre posições da tropa e conduziam os membros do Exército, pertencentes ao Batalhão Pichincha, em direção a campos onde eram vulneráveis para atacá-los e acionar explosivos".

Com as informações, foram organizadas emboscadas, em junho e novembro do ano passado, que deixaram um suboficial e dois soldados mortos.

Os supostos infiltrados faziam de tudo para não participar das operações nas quais os rebeldes planejavam emboscadas, segundo a mesma rádio. EFE jgh/db

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