Juiz israelense autoriza libertação de 227 presos palestinos

Jerusalém, 15 dez (EFE) - Um juiz do Tribunal Supremo israelense aprovou nesta manhã a decisão do Governo do primeiro-ministro, Ehud Olmert, de libertar 227 presos palestinos -o que ocorrerá em breve-, obstruída nas últimas horas por dois recursos. O magistrado Elyakim Rubinstein ordenou ao Estado no final da noite de domingo que respondesse aos recursos apresentados por uma associação de vítimas do terrorismo e um conselho de colonos, que alegaram que a libertação dos palestinos colocava em risco a região, informou o jornal Haaretz. Em audiência hoje, após uma ordem preventiva que tinha deixado em suspenso a decisão, o juiz rejeitou os pedidos. A libertação dos presos é um gesto de boa vontade de Olmert para com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, por ocasião da festa do Eid al-Adha (Sacrifício) e estava prevista para se concretizar na semana passada. Na segunda-feira passada, Israel justificou o adiamento da libertação com que Abbas, que estava em peregrinação a Meca, deveria estar presente quando os presos chegassem a Ramala. A ANP negou isso.

EFE |

Após a decisão judicial de hoje, a maioria dos presos - 209 - será levada da prisão de Ofer, ao norte de Jerusalém, até o posto de controle militar de Beitunia, na Cisjordânia, informou o organismo israelense de instituições penitenciárias em comunicado.

Os 18 restantes viajarão sob fortes medidas de vigilância da prisão de Shikma, ao sul de Tel Aviv, até a passagem fronteiriça de Erez, no norte da Faixa de Gaza.

Os palestinos que serão soltos são, em sua maioria, simpatizantes do Fatah, a facção nacionalista liderada por Abbas.

Nenhum deles participou do assassinato de cidadãos israelenses, pelo que suas penas são relativamente curtas, entre quatro e cinco anos. EFE elb/db

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