Juiz investigará ex-presidente Kirchner por suposta formação de quadrilha

Buenos Aires, 23 dez (EFE).- Um juiz da Argentina investigará o ex-presidente Néstor Kirchner pelo suposto crime de formação de quadrilha, no âmbito de um processo iniciado pela líder opositora Elisa Carrió, informaram hoje fontes judiciais.

EFE |

O juiz federal Julián Ercolini abriu o expediente após um pedido do promotor Gerardo Pollicita, que reproduz "quase em sua totalidade" os termos da denúncia da líder da Coalizão Cívica, destacaram as fontes.

A denúncia, que inclui o atual ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido, que ocupou o mesmo cargo durante o Governo Kirchner (2003-2007), foi apresentada em 12 de novembro último por Carrió.

A ex-candidata presidencial explicou na ocasião que a "formação de quadrilha" ocorreu, entre outras razões, para o manejo irregular dos fundos do Estado, quando há semanas teve início uma reforma que levou ao fim do sistema privado de aposentadorias criado em 1994.

A apresentação de Carrió inclui cerca de 30 casos de corrupção reunidos em distintas investigações feitas pela Coalizão Cívica nos últimos anos.

Entre eles estão contratos com petrolíferas, uma investigação por suposto pagamento de propina por parte da construtora sueca Skanska e um eventual "pacto de impunidade" com a Venezuela para ocultar o "caso da mala".

O caso recebe este nome devido à tentativa de um empresário venezuelano de ingressar em 2007 na Argentina com US$ 800 mil de contrabando, supostamente para financiar a campanha da mulher de Kirchner à Presidência, a atual governante Cristina Fernández. EFE cw/fr

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