Juiz hondurenho ordena prisão de Zelaya

Tegucigalpa, 31 jul (EFE).- Um juiz de Tegucigalpa ordenou hoje a prisão do presidente deposto hondurenho, Manuel Zelaya, e de três membros de seu Governo por falsificação de documentos e outros crimes, informou à Agência Efe o porta-voz do Ministério Público, Melvin Duarte.

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Segundo Duarte, a ordem de captura "foi emitida hoje à tarde pelo juiz Humberto Palacios", do Tribunal Unificado de Tegucigalpa.

Além de Zelaya, a ordem inclui seus ex-ministros da Presidência e de Finanças, Enrique Flores Lanza e Rebeca Santos, respectivamente, e o ex-gerente da estatal Empresa Hondurenha de Telecomunicações (Hondutel) Jacobo Lagos.

O Ministério Público apresentou ontem a denúncia contra Zelaya e os outros três por falsificação de documentos, fraude e abuso de autoridade na aprovação de um decreto que autorizava um gasto de 27 milhões de lempiras (US$ 1,4 milhão) , a moeda hondurenha, em publicidade.

De acordo com a Procuradoria, tal decreto não foi aprovado em Conselho de Ministros nem publicado no diário oficial do Estado, entre outros requerimentos legais.

Duarte contou à imprensa que o caso apresentado ontem no tribunal é parte de uma investigação da Procuradoria sobre a aprovação de despesas de 128 milhões de lempiras (US$ 6,7 milhões) em publicidade por parte do Governo de Zelaya.

O presidente deposto já tinha uma ordem de prisão contra si por delitos contra a forma de Governo, traição à pátria, abuso de autoridade e usurpação de poderes, todos relacionados com a consulta popular que tentou realizar em 28 de junho, quando foi derrubado, para promover uma Assembleia Constituinte e que tinha sido declarada ilegal por várias instituições do Estado.

Em vista desta ordem de captura, o Governo do novo presidente de Honduras, Roberto Micheletti, advertiu que Zelaya será detido caso retorne ao país.

O ex-ministro da Presidência também tem uma ordem de captura por ter dado ordens para retirar pelo menos 40 milhões de lempiras (US$ 2,1 milhões) dos cofres do Banco Central de Honduras para despesas relacionadas com a consulta de 28 de junho, segundo a Procuradoria.

Já a ex-ministra de Finanças foi denunciada por seu envolvimento no arrendamento supostamente irregular de um edifício para escritórios da estatal Empresa Nacional de Energia Elétrica (ENEE), caso que também envolve Rixi Moncada, ex-gerente da companhia.

Além disso, o ex-gerente da Hondutel tem uma ordem de captura contra si por um suposto suborno de uma empresa americana, caso que levou à prisão de outro ex-titular dessa instituição, Marcelo Chimirri. EFE lam/bba

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