Baltasar Garzón, conhecido por investigar causas relacionadas à defesa dos direitos humanos, rejeitou acusações de prevaricação

O juiz espanhol Baltasar Garzón, que ficou internacionalmente famoso nos anos 1990 ao tentar obter a extradição do ex-ditador chileno Augusto Pinochet (1974-1990), rejeitou nesta terça-feira as acusações de prevaricação.

Saiba mais: Juiz que quis extraditar Pinochet é suspenso na Espanha

O juiz espanhol Baltasar Garzón, que tentou extraditar Augusto Pinochet, sentado durante o início de seu julgamento na Suprema Corte de Madri
Reuters
O juiz espanhol Baltasar Garzón, que tentou extraditar Augusto Pinochet, sentado durante o início de seu julgamento na Suprema Corte de Madri

O magistrado, conhecido por investigar causas relacionadas à defesa dos direitos humanos e que despertou enorme atenção mundial, também negou ter violado direitos fundamentais durante o primeiro de até três julgamentos que enfrenta.

Nesse primeiro julgamento, Garzón poderá ser condenado a até 17 anos sem poder exercer a profissão, depois de ter supostamente ordenado a gravação de conversas na prisão dos dois principais envolvidos no caso de corrupção Gurtel, o que pode significar o fim de sua carreira.

O julgamento sobre a sua investigação de uma rede de empresas que teria se beneficiado de contratos milionários concedidos por diversas administrações, muitas delas em mãos do Partido Popular, é o primeiro de uma odisseia judicial para o magistrado, elogiado por uns e criticado por outros e que está suspenso de seu cargo na Audiência Nacional há quase dois anos.

As outras duas causas, nas quais também é acusado de prevaricação, se referem à sua investigação dos crimes da era liderada pelo general Francisco Franco (1939-1975), cujo julgamento começará no fim do mês, e ao suposto tratamento judicial favorável ao presidente do Banco Santander, Emilio Botín, depois que sua instituição patrocinou alguns cursos feitos por Garzón em Nova York em 2005 e 2006.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.