Juiz espanhol acusa ex-ministro israelense por ataque a Gaza em 2002

Madri, 29 jan (EFE).- O juiz Fernando Andreu, da Audiência Nacional espanhola, acusou o ex-ministro da Defesa de Israel Binyamin Ben-Eliezer e seis militares desse país por crime contra a humanidade em um ataque na Faixa de Gaza, em 22 de julho de 2002, no qual morreram um chefe do Hamas e 14 civis.

EFE |

Ele recebeu o pedido interposto pelo Centro Palestino para os Direitos Humanos (PCHR, na sigla em inglês) pelo lançamento, de um avião de combate israelense, de uma bomba de uma tonelada contra a casa de Salah Shehade, destacado dirigente do Hamas.

Além dele, morreram sua mulher, sua filha e seu guarda-costas, além de outras 11 pessoas -a maioria deles crianças e bebês-, enquanto 150 ficaram feridas, algumas com lesões graves.

Embora o ataque tenha se dirigido ao chefe do Hamas, o juiz espanhol classificou-o como "contra a população civil".

Segundo ele, o ataque "é produto de uma ação que se deduz como claramente desproporcional ou excessiva", e que responde a "uma estratégia preconcebida", que poderia causar consequências "mais graves".

Entre os acusados, além do ex-ministro da Defesa, estão seu ex-assessor militar, Michael Herzog; o ex-chefe do Estado-Maior general Moshe Yaalon e o comandante das Forças Aéreas israelenses quando aconteceu o ataque, Dan Halutz.

Também foram acusados o general que comandava do Comando Sul das Forças de Defesa, Doron Almog; o presidente do Conselho Nacional de Segurança e Assessor Nacional de Segurança, Giora Eiland, e o diretor do Serviço Geral de Segurança, Abraham Dichter. EFE na/jp

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