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Juiz dos EUA rejeita caso contra guardas que mataram 17 no Iraque

Um juiz federal nos Estados Unidos rejeitou as acusações contra cinco guardas da empresa americana de segurança Blackwater, ligadas à morte de 17 iraquianos em 2007. Os cinco, contratados para zelar pela segurança do corpo diplomático americano, eram acusados de abrir fogo contra uma multidão em Bagdá.

BBC Brasil |

O juiz Ricardo Urbina disse que os promotores do Departamento de Justiça teriam apresentado provas irregulares.

Todos os cinco acusados alegaram ser inocentes da acusação de homicídio culposo. Um sexto guarda admitiu ter matado pelo menos um iraquiano.

As mortes, ocorridas em um cruzamento movimentado em Bagdá, abalaram as relações com o Iraque e provocaram um debate nos Estados Unidos sobre as operações de empresas privadas de segurança em zonas de guerra.

O Iraque queria que os acusados fossem julgados em seu país.

Legítima defesa
Os advogados dos acusados vinham alegando que eles corriam risco de vida e que agiram em legítima defesa, mas testemunhas e familiares dos mortos disseram que não houve justificativa para os disparos de 16 de setembro de 2007.

As provas irregulares apresentas pelos promotores seriam declarações dadas pelos acusados a investigadores do Departamento de Justiça sob a condição de que estariam imunes a processos criminais.

Na visão do juiz, ao submeter essas declarações como provas, os promotores violaram direitos constitucionais dos acusados.

O Departamento de Justiça se disse decepcionado com a decisão do juiz, mas porta-vozes indicaram que estão "considerando alternativas".

Os cinco acusados eram todos veteranos condecorados do Exército americano. Eles respondiam a 14 acusações de homicídio, outras 20 de tentativa de homicídio e uma de usar uma metralhadora para cometer um ato de violência, acusação punida com uma sentença mínima de 30 anos de prisão.

A Blackwater opera agora sob o nome de Xe, uma mudança que foi vista como uma tentativa de se distanciar do caso polêmico.

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