Juiz dos EUA considera legal detenção de iemenita em Guantánamo

Um juiz federal de Washington reconheceu, nesta quarta-feira, a legalidade da detenção de um iemenita em Guantánamo, menos de uma semana depois de o presidente Barack Obama ter anunciado que uma comissão do governo avaliará a situação de cada preso.

AFP |

O juiz federal Richard Leon rejeitou, hoje, um recurso apresentado por Ghaleb Nassar Al Bihani, estimando que o governo dos EUA apresentou "provas suficientes", durante as audiências de 15 e 16 de janeiro, de que o detento é um "combatente inimigo".

Os reclusos de Guantánamo gozam, desde uma decisão da Suprema Corte de 12 de junho passado, do direito constitucional de apresentar um recurso na Justiça federal para que decida se sua prisão se justifica, ou não.

No caso de Al Bihani, o processo se desenvolveu durante o governo anterior.

Segundo a acusação, Al Bihani saiu do Iêmen para se unir aos talibãs e à rede Al-Qaeda, com o objetivo de combater os EUA e seus aliados no Afeganistão, no final de 2001.

Al Bihani é o 10º preso de Guantánamo, cuja situação é examinada pela Justiça federal. Seis detenções foram julgadas como ilegais e quatro, justificadas.

lum/tt

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