Juiz do caso Politkovskaya se nega a renunciar após acusação de parcialidade

Moscou, 26 nov (EFE).- O juiz do Tribunal Militar da região de Moscou, Yevgeny Zubov, que preside o julgamento do assassinato da jornalista russa Anna Politkovskaya, se negou hoje a renunciar a seu cargo, apesar das acusações de parcialidade feitas pela Promotoria.

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A Promotoria pediu na terça-feira o afastamento do juiz, depois que este reviu sua decisão de realizar o julgamento a portas fechadas, informaram as agências russas.

Zubov defendeu que as audiências sejam públicas, por isso será permitido o comparecimento da imprensa na sala durante todo o processo.

A promotora Vera Pashkovskaya considera indispensável realizar o julgamento a portas fechadas, já que, "em sete dos 49 volumes da investigação, há materiais considerados segredos de Estado".

Em seguida, os advogados da acusação começaram a expor material até então desconhecido pelo grande público, como as análises médicas e a arma utilizada no crime.

Aparentemente, a jornalista morreu minutos após receber cinco disparos, dois na cabeça e outros três em outras partes do corpo, feito à curta distância na porta da casa de Politkovskaya, em Moscou, em outubro de 2006.

Os investigadores da Promotoria também informaram sobre a descoberta de restos de plastilina na entrada do domicílio da jornalista, o que permitiu ao assassino entrar e sair livremente no edifício, até a chegada de Politkovskaya.

Além disso, segundo se soube hoje, amanhã prestarão depoimento no julgamento os filhos de Politkovskaya, entre eles Ilya, que trabalha - assim como a mãe - no semanário opositor "Novaya Gazeta". EFE io/an

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