Juiz decidirá na terça o futuro de militares acusados pela expulsão de Zelaya

Tegucigalpa, 22 jan (EFE).- O presidente da Corte Suprema de Honduras, Jorge Rivera, tomará uma decisão na próxima terça-feira, dia 26, a respeito as acusações contra a Junta de Comandantes das Forças Armadas de Honduras pela expulsão do presidente deposto, Manuel Zelaya, informaram hoje fontes oficiais.

EFE |

O juiz responsável pelo caso, cuja audiência inicial começou ontem e terminou nesta madrugada, disse que precisa de "um pouco mais de tempo" para analisar toda a documentação, disse à imprensa um dos advogados defensores dos militares, Juan Carlos Sánchez.

A cúpula militar não se apresentou à audiência, que teve a participação dos advogados de defesa e do Ministério Público, que acusa de abuso de autoridade e expatriação os seis altos militares que integram a Junta de Comandantes das Forças Armadas, acrescentou o advogado.

A audiência começou na quinta-feira com várias horas de atraso por um recurso apresentado na última hora por um organismo privado de direitos humanos contra o presidente da Corte Suprema de Justiça (CSJ), que foi rejeitado, disse à agência Efe uma fonte do órgão.

Rivera ordenou no último dia 14, após a "audiência de declaração de acusados", que os seis militares acusados não saiam de Honduras e se apresentem a cada mês na secretaria da CSJ.

Os membros da Junta de Comandantes das Forças Armadas são o chefe e o subchefe do Estado-Maior Conjunto, generais Romeo Vásquez e Venancio Cervantes, respectivamente.

Além disso, também integram a Junta os chefes do Exército, general Miguel Ángel García Padgett; da Força Aérea, general Luis Javier Prince, e da Força Naval, contra-almirante Juan Pablo Rodríguez, e o inspetor geral das Forças Armadas, general Carlos Cuéllar. EFE gr/fm

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