Juiz dá prazo a advogado do acusado de atentados em Mumbai

Nova Délhi, 22 abr (EFE).- O tribunal que julga o único capturado vivo durante o ataque terrorista de novembro de 2008 na cidade de Mumbai concedeu hoje ao advogado de defesa nove dias para estudar o sumário, que consta de mais de 11 mil folhas.

EFE |

Segundo as agências indianas, o magistrado que preside o tribunal especial que julga o paquistanês Mohammed Ajmal Amir conhecido como "Kasab" e a dois cidadãos indianos, rejeitou dar um mês de tempo ao advogado, como este solicitou ontem, mas aceitou adiar a audiência até 2 de maio.

Após a audiência de hoje, o advogado de Kasab, Abbas Kazmi, que assumiu o caso na semana passada, disse à imprensa que os dias concedidos são insuficientes e negou que seu pedido fosse "uma tática dilatória".

"Estamos oferecendo toda nossa cooperação à Procuradoria durante o julgamento", afirmou, segundo a agência "Ians".

O juiz rejeitou outra demanda do acusado, de traduzir para o urdu (língua do Paquistão e dos muçulmanos da Índia) o sumário.

"O documento é principalmente para o conhecimento dos advogados.

Portanto, rejeita-se o pedido de proporcionar uma cópia do sumário em urdu", disse o magistrado, que afirmou que esta decisão não será um "prejuízo" a Kasab, segundo a agência "PTI".

Tanto o paquistanês quanto os cidadãos indianos enfrentam 312 acusações, entre elas guerra contra a Índia, assassinato, conspiração e desestabilização do Governo, por sua suposta participação no atentado contra a capital financeira Mumbai.

Segundo a acusação indiana, Kasab foi um dos dez integrantes do comando terrorista do grupo caxemiriano com base no Paquistão Laskhar-e-Toiba (LeT) que matou 166 pessoas ao atacar hotéis de luxo, tomar reféns, atacar uma estação de trens, um centro cultural judeu, bares e restaurantes no sul de Mumbai entre 26 e 29 de novembro de 2008. EFE amp/an

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