Juiz critica Estado do Texas por resgatar 460 crianças de rancho poligâmico

Washington, 22 mai (EFE).- As 460 crianças que viviam no rancho de uma seita poligâmica no Texas não poderiam ter sido levadas do local pelas autoridades do Estado, opinou hoje uma corte de apelações dos Estados Unidos.

EFE |

A decisão do tribunal supõe um claro apoio às mães dos menores, e que há semanas tentam recuperar a guarda de seus filhos, naquele que já é o maior caso de tutela infantil da história americana.

Essas famílias são membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias Fundamentalista (FLDS, na sigla em inglês), e viviam em um grande rancho em El Dourado (Texas) e onde, segundo as autoridades, adolescentes eram forçados a se casar.

Diante do perigo de que estivessem ocorrendo abusos sexuais contra menores, em 4 de abril último as autoridades locais invadiram o rancho e resgataram 460 menores, que ficaram sob a tutela do Estado do Texas.

No entanto, a Terceira Corte de Apelações do Texas declarou hoje, a pedido da organização legal Texas RioGrande Legal Aid, que os serviços de proteção infantil resgataram as crianças sem ter provas suficientes de que estavam correndo perigo com seus pais.

Os membros da seita, que pratica a poligamia como via para se ganhar o céu, negam que tenham abusado das crianças e se queixam de que as autoridades estão pressionando seus integrantes para que deixem suas crenças religiosas para poder recuperar seus filhos.

As autoridades do Texas insistem em manter a custódia dos menores por considerar que a organização polígama incita jovens menores de 18 anos a se casarem com homens muito mais velhos e a ter a maior quantidade de filhos possível. EFE pgp/fr

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