NOVA ORLEANS - Um juiz federal ordenou que uma escola pública do Estado da Luisiana pare de permitir a distribuição de bíblias dizendo que a prática viola a Primeira Emenda da Constituição americana que determina separação entre Estado e Igreja.

"A distribuição de bíblias é um ato religioso sem propósito secular" e demonstra a promoção do cristianismo pela diretoria da escola, determinou o juiz distrital Carl J. Barbier em um caso levado à corte pela União dos Direitos Civis da Luisiana contra o ações da Paróquia de Tangipahoa.

Como solicitado por ambos os lados, Barbier decidiu apenas de acordo com as informações prestadas em documentação - algo que os juízes podem fazer apenas se for de comum acordo.

O advogado de defesa Christopher M. Moody disse na noite de terça-feira que a diretoria da escola decidiu apelar da decisão.

"Achamos que podemos apelar", ele disse.

A União deu entrada no processo em nome de uma família não identificada, cuja filha disse ter se sentido pressionada a aceitar uma bíblia mesmo não acreditando em Deus. A menina e os pais foram mantidos no anonimato por medo de represálias, disse a União.

A menina estudava na quinta série do colégio Loranger quando os Gideões Internacionais visitaram o colégio no dia 9 de maio de 2007. O diretor da instituição Andre Pellerin avisou os professores que o grupo estaria na escola para entrega bíblias e enfatizou que os professorares "Por favor deixem claro aos estudantes que eles NÃO PRECISAM pegar uma bíblia".

No entanto, o juiz afirmou que mesmo procedimentos mantidos como neutros podem ser difíceis para "uma aluna impressionável da quinta série".

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