Juiz britânico despreza demanda contra magnata russo Roman Abramovich

Londres, 30 out (EFE).- Um juiz britânico desprezou uma demanda de 2,5 bilhões de libras (3,15 bilhões de euros) contra o magnata russo Roman Abramovich apresentada pela companhia petrolífera Yugraneft.

EFE |

O juiz afirmou que a demanda não procedia porque o empresário russo, dono do Chelsea, não é "residente" nem está "domiciliado" na Grã-Bretanha, publica hoje o jornal "The Times".

Abramovich tinha sido processado pela empresa Yugraneft, a maior do mercado AIM (investimentos alternativos) da capital britânica, que atribui a uma ação enganosa de Abramovich o fato de ter perdido sua participação de 50% em uma jazida petrolífera na Sibéria.

O juiz britânico afirmou que o litigante deveria ter apresentado sua querela na Rússia e não na Inglaterra e argumentou que Abramovich continua sendo cidadão e contribuinte russo e tem apenas um visto de negócios para entrar no Reino Unido.

"O senhor Abramovich é multimilionário. Os 30 milhões de libras (quase 38 milhões de euros) que investiu em sua única propriedade (imobiliária) na Grã-Bretanha representam menos de 0,5% de sua fortuna", declarou o juiz.

"(Abramovich) gastou valores muito maiores em iates e propriedades fora da Inglaterra. Suas casas, iates e outros objetos não são em qualquer caso seus principais ativos", afirmou.

Com estes argumentos, o juiz decidiu a favor de Abramovich e de sua empresa Millhouse Capital UK, que tem sede na capital britânica.

A disputa coloca frente a frente a Sibir Energy e Abramovich e está ligada à "joint venture" Sibneft Yugra, que explora uma jazida de 1,8 bilhão de barris de petróleo na Sibéria.

A Sibir tinha uma participação na Sibneft Yugra através da Yugraneft, enquanto Abramovich tinha canalizado a sua por meio da Sibneft.

A parcela de 50% que a Sibir controlava diminuiu para apenas 1% após uma manobra por meio da qual a empresa de Abramovich conseguiu conservar sua participação de 50%, enquanto o capital restante se transferia para três empresas offshore que também ficaram controladas pela Sibneft.

Abramovich, que vendeu a Sibneft há três anos para o gigante do gás russo Gazprom, diz que aquelas transferências tinham sido aprovadas pelos acionistas.

A Sibir, empresa supostamente enganada, levou o caso primeiro para as ilhas Virgens Britânicas, onde se acredita- que estão registradas as companhias offshore, mas ali se rejeitou também a demanda por falta de jurisdição. EFE jr/fal

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