Juiz autoriza prisão preventiva de autores de explosões em cidade mexicana

México, 28 set (EFE).- Um juiz mexicano autorizou a detenção preventiva por 40 dias dos supostos autores das explosões de 15 de setembro na cidade mexicana de Morelia, que deixaram oito mortos e mais de 100 feridos, informaram hoje fontes oficiais.

EFE |

A Procuradoria Geral da República (PGR) informou hoje, em comunicado, que o juiz determinou a detenção de 40 dias para os três detidos por suposta responsabilidade nas explosões ocorridas nas festividades do Dia da Independência na capital do estado de Michoacán.

Os detidos, Julio César Mondragón, conhecido como "El Tierra Caliente" (A Terra Quente); Juan Carlos Castro Galeana, "El Grande" (O Grande), e Alfredo Rosas Elicea, "El Socio" (O Sócio), são acusados de crime organizado, terrorismo, narcotráfico, porte de armas de uso exclusivo das Forças Armadas e posse de granada.

Segundo a PRG, os detidos estão sendo investigados por lançar granadas contra a multidão reunida em uma praça de Morelia, durante os festejos do Dia da Independência.

Os três supostos criminosos, que afirmaram ser membros do grupo "Los Zetas", foram detidos na quinta-feira passada na cidade de Apatzingan, em Michoacán, pelo pessoal da Subprocuradoria de Investigação Especializada em Crime Organizado (Siedo).

Um dos detidos confessou que o objetivo do atentado com granadas não era causar mortes, mas provocar o Governo.

"Los Zetas" são narcotraficantes e matadores que inicialmente se encarregavam dos assassinatos a mando do Cartel do Golfo, que mantém uma guerra contra outros grupos criminosos, como o chamado Cartel do Pacífico e com o grupo denominado "La Familia" em Michoacán.

A onda de violência que castiga o México já deixou mais de 3.300 mortos este ano, segundo fontes extra-oficiais. EFE jrm/ab/an

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