Juiz americano ordena mudança de método de injeção letal

Um juiz de Ohio ordenou ao Estado, nesta terça-feira, que mude o método de injeção letal para as execuções, pois causa dor, em uma sentença que pode retomar, nos EUA, o debate sobre a pena de morte.

AFP |

O juiz James Burge alegou que o atual método não está de acordo com a lei do estado de Ohio (norte), que diz que os prisioneiros devem ser executados "rápido e sem dor".

Nesse método, o condenado recebe um coquetel com três drogas: a primeira, um sedativo, que o deixa inconsciente; depois, uma substância que paralisa todos os músculos; e uma última injeção que provoca uma parada cardíaca definitiva.

Se, na aplicação dos três produtos, tudo acontecer normalmente, a pessoa perde a consciência de forma rápida e morre em poucos minutos. Se, ao contrário, o primeiro produto for mal ministrado, as duas injeções seguintes serão extremamente dolorosas, como apontaram vários estudos científicos e uma série de execuções fracassadas.

A Suprema Corte dos Estados Unidos avaliou, em meados de abril, que o método da injeção letal é constitucional. No entanto, a sentença tem valor direto apenas sobre Kentucky (centro-leste), já que se baseou no caso de dois condenados à morte nesse estado. Ambos levaram sua história à mais alta instância judicial dos EUA, o que provocou um período de moratória das execuções em todo o país.

Pelo menos dois terços dos americanos são favoráveis à pena capital, em um país que conta hoje com cerca de 3.260 presos no Corredor da Morte.

Em dezembro passado, o estado de Nova Jersey (nordeste) foi o primeiro, em 40 anos, a abolir a pena de morte.

fc/tt/LR

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