Juiz americano manda revelar documentos contra detentos de Guantánamo

Washington, 1 jun (EFE).- Um juiz federal decidiu hoje que o Governo dos Estados Unidos deve permitir a divulgação pública de documentos e provas que justifiquem o confinamento de mais de 100 supostos terroristas em Guantánamo.

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"O acesso público às acusações contra estes detidos garante uma maior supervisão das detenções e dos processos", afirmou o juiz Thomas Hogan.

O magistrado ressaltou que, enquanto o acesso público não prejudicar os interesses dos querelantes ou a segurança nacional, "o tribunal acredita que o público tem o direito legal de conhecê-los".

O centro de detenção de Guantánamo, em Cuba, foi criado para abrigar aqueles que o Governo do ex-presidente George W. Bush qualificou de "combatentes inimigos" capturados no marco da guerra contra o terrorismo lançada após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Até agora, o Departamento de Justiça americano tinha revelado versões não confidenciais dos documentos jurídicos "sob selo", ou seja, só podiam ser examinados por juízes, advogados e autoridades oficiais, mas não pelo público.

"O tema de o que se deve fazer com os detidos em Guantánamo continua sendo uma fonte de grande interesse e debate públicos", afirmou Hogan.

Um porta-voz do Departamento de Justiça disse que a sentença do magistrado está sendo revisada, mas esclareceu que o Governo não tinha a intenção de manter em segredo os documentos indefinidamente.

EFE ojl/db

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