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Juiz acusa Venezuela de cooperar em aliança entre ETA e Farc

Madri, 1º mar (EFE).- O juiz da Audiência Nacional espanhola Eloy Velasco, que hoje começou a julgar o caso de vários membros da ETA e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) detidos por colaborarem para atentar contra altos funcionários colombianos na Espanha, disse haver indícios da cooperação do Governo da Venezuela na aliança entre os dois grupos.

EFE |

Entre os alvos em potencial da aliança estariam o atual presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e seu antecessor, Andrés Pastrana, destacou o magistrado.

O juiz está processando por formação de quadrilha para a realização de atentados terroristas o membro da ETA Arturo Cubillas Fontán e os integrantes das Farc Edgar Gustavo Navarro Morales e Víctor Ramón Vargas Salazar.

"Há investigações neste processo que evidenciam a cooperação do Governo da Venezuela na ilícita colaboração entre as Farc e a ETA, especialmente de Arturo Cubillas Fontán, que tem ou teve um cargo público nesse país", indica o auto notificado hoje por Velasco.

Cubillas, casado com uma venezuelana que ocupou vários cargos públicos desde que Hugo Chávez chegou ao poder, em 1999, foi nomeado em 2005 diretor adjunto do Escritório de Administração e Serviços do Ministério da Agricultura e Terras da Venezuela.

Velasco aponta Cubillas como "responsável do grupo da ETA nessa região da América desde 1999", quando teria sido "nomeado para coordenar as relações com as Farc".

O juiz também julga Cubillas e os membros da ETA José Ignacio Echarte Urbieta, Ignacio Domínguez Achalandabaso e José María Zaldua por posse de explosivos.

Outros processados são José Ángel Urtiaga Martínez, José Miguel Arrugaeta San Emeterio, Emiro del Carmen Ropero, Rodrigo Granda, Remedios García, Luciano Martín e Omar Arturo Zabala. EFE jav/sc

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