Juiz acusa técnicos da Spanair por homicídio imprudente em acidente de avião

Madri, 16 out (EFE).- Três técnicos de manutenção do avião da companhia aérea Spanair que, em 20 de agosto, se acidentou no aeroporto de Barajas, em Madri, no qual 154 pessoas morreram - incluindo o brasileiro Ronaldo Gomes Silva -, foram acusados por um juiz espanhol por homicídio imprudente.

EFE |

O auto do juiz que investiga o acidente aéreo acusa 154 delitos de homicídio imprudente e 18 de lesões imprudentes - o número de feridos - contra o mecânico da Spanair Felipe G. R., o técnico de manutenção de aeronaves Julio N. B. e o chefe de manutenção da companhia no aeroporto de Madri, Jesús T. A.

A tragédia aconteceu em 20 de agosto, quando um avião McDonnell Douglas MD82 da Spanair que iniciava uma viagem para as Ilhas Canárias, com 164 passageiros e 9 tripulantes a bordo, bateu contra o chão junto a uma das pistas do aeroporto de Barajas e pegou fogo.

O juiz justifica a acusação por homicídio imprudente contra os três técnicos com base nos indícios que indicam que poderiam ser responsáveis pela "não reparação satisfatória" dos problemas detectados na aeronave em 20 de agosto.

Segundo a comissão de investigação do acidente, o sistema de segurança não avisou o piloto que não os "flaps" (aerofólios) não estavam prontos, o que provocou o acidente.

Além disso, o avião sofreu uma avaria no mesmo dia no sensor de temperatura, em uma primeira tentativa de decolagem.

Os três técnicos, que serão interrogados em 12 de novembro, se mostraram hoje muito "surpresos" com a decisão do juiz.

Esta decisão ocorre depois que o relatório preliminar da Comissão de Investigação de Acidentes de Aviação Civil determinou que o procedimento seguido pelos técnicos foi correto, lembraram à Agência Efe fontes da Associação de Técnicos de Manutenção de Aeronaves.

A associação anunciou que prestará apoio jurídico aos mecânicos acusados. EFE nac/an

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