Juiz absolve policias da morte de homem desarmado em NY

Um juiz em Nova York absolveu nesta sexta-feira três policiais que mataram a tiros um homem desarmado em 2006. Sean Bell, um jovem negro de 23 anos, foi baleado quando deixava um clube de strip-tease no bairro do Queens, em novembro de 2006.

BBC Brasil |

Dois dos detetives, Michael Oliver e Gescard Isnora, enfrentavam acusações de homicídio culposo. Um terceiro detetive, Marc Cooper, foi acusado de colocar a vida de uma pessoa em perigo de forma imprudente.

O caso provocou acusações de racismo e brutalidade contra a polícia, e protestos foram realizados em frente ao tribunal.

Os manifestantes expressavam revolta pela revelação de que os três policiais, que estavam à paisana na ocasião, dispararam 50 tiros contra o carro onde estava Bell, um uso de força que, segundo os manifestantes, foi excessivo.

Os policiais, por sua vez, alegavam suspeitar que as pessoas dentro do carro de Bell estavam armadas.

Mais convincente
Segundo a correspondente da BBC em Nova York, Heather Alexander, a promotoria retratou os três policiais como oficiais incompetentes, que dispararam tiros contra três inocentes.

Os três faziam parte de uma equipe de cinco policiais que investigava denúncias de prostituição no clube noturno onde Bell e os amigos estavam.

Mas, para o juiz Arthur Cooperman, a versão dos policiais foi mais convincente. Eles afirmaram que seguiram Sean Bell e seus dois amigos depois de ouvir um deles dizer que iria pegar uma arma.

Os policiais alegaram que deram um alerta aos três, mas Sean Bell atropelou um dos policiais com o carro onde estava. Os 50 tiros foram então disparados.

A noiva de Bell, Nicole Paultre, chegou ao tribunal acompanhada do reverendo Al Sharpton, um veterano ativista pelos direitos civis que já liderou vários protestos a respeito do caso.

Paultre deixou o tribunal quando o veredicto foi lido, e a mãe de Sean Bell gritou no momento em que os policiais foram inocentados.

Um grupo de mais de 200 pessoas, que estava do lado de fora do tribunal, também protestou com gritos de "não" ao saber do veredicto.

Depois do anúncio, a cidade de Nova York mobilizou mais policiais para tentar manter a ordem e, segundo Heather Alexander, agora todos esperam para saber como a comunidade vai reagir à decisão.

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