Jerusalém, 19 abr (EFE).- Grupos de judeus ultra-ortodoxos percorreram hoje as ruas de Jerusalém para fazer manifestações em frente aos restaurantes que permanecem abertos e vendem produtos com fermento, o que é proibido pela tradição durante o Pessach, a Páscoa judaica.

Os manifestantes protestaram com hinos e ameaças devido à venda destes produtos nos restaurantes e cafés "não kosher", os que não seguem a lei judaica e, portanto, podem servir produtos com fermento nestes dias.

Os manifestantes cobriam os olhos com as mãos, para não ver os clientes dos restaurantes comer, já que, durante a semana do Pessach, os judeus praticantes não devem comer, tocar ou ver fermento.

Além de ameaçar os donos dos locais, chamá-los de pecadores e garantir que sofrerão o "castigo divino", os religiosos cuspiram em alguns dos jornalistas que tentavam obter imagens.

A tradição de não comer fermento no Pessach é porque esta festividade celebra a saída da escravidão do povo judeu no Egito faraônico, viagem durante o qual os judeus que não tiveram tempo de deixar o pão fermentar, e comeram pão ázimo.

A maioria dos restaurantes e cafés permanecerão fechados esta semana em Jerusalém, onde as padarias e confeitarias também não abrirão suas portas, e os supermercados não venderão nem terão à vista produtos que contenham fermento. EFE aca/an

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