Juan Manuel Santos: o homem por trás do êxito de Uribe

Além da operação de resgate de Ingrid Betancourt e de outros 14 reféns, o ministro da Defesa da Colômbia Juan Manuel Santos desferiu este ano os golpes mais contundentes à guerrilha das Farc, o que o coloca como um nome forte na lista de sucessão do presidente Alvaro Uribe.

AFP |

Santos, que completará 57 anos em agosto e é herdeiro de uma das famílias mais influentes do país, proprietária da editora El Tiempo, chegou ao Ministério da Defesa em julho de 2006 suscitando grande expectativa.

O atual ministro da Defesa foi por dois anos cadete na Escola Naval e interrompeu a vida militar para iniciar estudos de Economia e Administração de Empresas no Kansas (EUA).

Mais tarde conseguiu um título de Mestre em Economia, Desenvolvimento Econômico e Administração Pública na Escola de Economia de Londres e na Universidade de Harvard, além de ter estudado Jornalismo.

Santos, um dos maiores especialistas em produção e comercialização de café no país, tornou-se em 1991 primeiro-ministro de Comércio Exterior, e nove anos depois foi nomeado ministro da Fazenda por Andrés Pastrana (1998-2002).

Pouco antes de assumir seu segundo mandato, em julho de 2006, Uribe designou Santos como ministro da Defesa.

"Ao contrário de seus antecessores civis que tentaram se adaptar a um meio distante de suas funções, Santos soube corresponder às expectativas geradas com sua nomeação e iniciar uma estreita relação com o comando militar", disse à AFP o ex-ministro da Defesa, general Rafael Samudio.

As vitórias militares, especialmente contra as Farc, foram registradas a partir de dezembro de 2006 com o resgate do hoje chanceler Fernando Araújo, em poder do grupo rebelde desde 2000, e com a morte em combate de importantes membros do grupo.

Mas sem dar lugar a dúvidas, os principais êxitos foram obtidos após a morte do número dois das Farc, Raúl Reyes, em um ataque do Exército colombiano a um acampamento insurgente no Equador, no dia 1o de março.

A esse fato se somou, uma semana depois, a morte de Iván Ríos, outro dirigente das Farc, assassinado por um de seus tenentes.

Santos surpreendeu também em maio ao informar a respeito da morte do fundador e líder das Farc, Manuel Marulanda ('Tirofijo'), ao que parece vítima de uma parada cardiorrespiratória, o que obrigou o grupo rebelde a confirmar o fato.

Na quarta-feira teve seu trabalho coroado com o incrível resgate da ex-candidata à Presidência colombiana Ingrid Betancourt, de mais três norte-americanos e 11 militares colombianos, alguns deles com mais de 10 anos em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Nas últimas semanas, ante a eventualidade de Uribe não se apresentar a um terceiro mandato, Santos foi incluído entre os candidatos a sua sucessão. Mas disse que por enquanto só pensa em continuar trabalhando no ministério.

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