Londres, 21 mai (EFE).- Milhares de jovens paquistaneses se matricularam como estudantes em uma rede de falsos centros de ensino superior, aproveitando uma lacuna nas leis de imigração britânicas, denuncia hoje o jornal The Times.

Trata-se de uma rede cujos responsáveis ganharam milhões de libras ao ajudar a entrar no Reino Unido, com o pretexto de estudar, milhares de jovens de uma região paquistanesa considerada como centro de atividades dos talibãs e da organização terrorista Al Qaeda, diz o jornal.

Oito dos suspeitos de terrorismo detidos no mês passado em Manchester e Liverpool estavam matriculados em uma dessas universidades, que tinha apenas três pequenas salas e três professores para 1,797 mil supostos estudantes.

Outro centro de ensino dizia ter apenas 150 estudantes, mas tinha matriculado em segredo 1,178 mil e oferecido vagas a outros 1,575 mil estrangeiros, 906 deles paquistaneses.

As pessoas à frente dessa rede de falsas universidades cobravam um mínimo de mil libras (1,12 mil euros) pelas matrículas e os falsos diplomas, e criaram sua própria universidade para emiti-los.

Também recebiam o equivalente a 2,8 mil euros por falsos certificados de assistência e diplomas que eram utilizados para prolongar a estadia dos estudantes no Reino Unido.

Um membro dessa rede, Mir Ahmad, associado a dois assassinatos no Paquistão, foi detido na quarta-feira depois que o "Times" deu ao Ministério do Interior um dossiê sobre dois dos falsos colégios.

O "Times" descobriu a existência de vínculos estreitos entre 11 colégios de Londres, Manchester e Bradford, todos eles criados nos cinco últimos anos e controlados por três jovens executivos paquistaneses.

Cada um desses três homens entrou no Reino Unido com visto de estudante, e um deles fugiu ao Paquistão após ganhar o equivalente a cerca de 7 milhões de euros com essa fraude. EFE jr/an

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