Jovens brancos acusados de atacar negros nos EUA se declaram inocentes

Nova York, 7 jan (EFE).- Três jovens brancos acusados pelas autoridades americanas de atacar vários afro-americanos após a vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais se declararam hoje inocentes das acusações que pesam contra si.

EFE |

Os acusados, que foram detidos na noite de terça para quarta-feira, são Ralph Nicoletti, de 18 anos, Michael Contreras, da mesma idade, e Brian Carranza, de 21 anos, detalhou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos em comunicado.

Para a juíza Roanne Mann, do Tribunal federal do Distrito Leste de Nova York, em Brooklyn, os detidos se declararam inocentes das acusações de crime de ódio.

Segundo a documentação do caso, as autoridades crêem que pouco após ser anunciado que Obama tinha sido eleito como o próximo presidente dos Estados Unidos, os três jovens, junto a uma quarta pessoa, decidiram ir em busca de cidadãos afro-americanos para atacá-los.

"É surpreendente e triste que as denúncias de violência racial continuem existindo hoje em dia", ressaltou a procuradora-geral interina, Grace Chung Becker, em comunicado.

"O Departamento de Justiça leva muito a sério estas denúncias e a Divisão de Direitos Civis, em colaboração com as procuradorias de todo o país, seguirá recorrendo à legislação federal para processar as pessoas que conspiram para cometer esses atos de violência e intimidação", acrescentou.

Pela documentação do caso, Nicoletti supostamente levou os demais acusados a Park Hill, uma zona de Staten Island, Nova York, onde predomina a população afro-americana, e ali se aproximaram de um jovem de 17 anos que voltava para casa após assistir ao resultado das eleições na casa de um amigo.

Um dos acusados gritou "Obama" quando passava ao lado dele, para, em seguida, todos saírem do carro e baterem no jovem com um tubo metálico e um cassetete de Polícia.

A vítima, que conseguiu escapar e correr para casa, sofreu lesões na cabeça e nas pernas, segundo o relato dos fatos do Departamento de Justiça americano.

Depois, o grupo também atacou outro afro-americano na zona de Port Richmond, de Staten Island; um latino, a quem perguntaram em quem tinha votado; e um homem que, por engano, acharam que era afro-americano e que, por causa do ataque, ficou em coma durante um tempo.

Caso sejam considerados culpados, cada um dos detidos enfrentará penas de até dez anos de prisão.

"Não será tolerada a violência e a intimidação com o objetivo de interferir nos direitos constitucionais de todos os cidadãos, incluindo o direito a voto, que é a pedra angular da democracia", afirmou o promotor federal do Distrito Leste de Nova York, Benton Campbell.

O promotor qualificou o comportamento dos jovens de "odioso e desprezível". EFE mgl/db

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