Jovem que espancou mexicano até a morte é absolvido de homicídio nos EUA

Washington, 2 mai (EFE).- Um júri do condado de Schuylkill, na Pensilvânia (Estados Unidos), absolveu da acusação de assassinato um dos adolescentes que espancaram um imigrante mexicano até matá-lo no ano passado, sendo condenado somente por agressão.

EFE |

O outro jovem, que respondia por crime de agressão com agravantes, também foi absolvido deste crime específico e condenado, assim como o comparsa, somente por agressão simples.

Eles terão que cumprir penas de prisão entre um e dois anos.

O júri absolveu Brandon Piekarsky, de 17 anos, das acusações de assassinato em terceiro grau e intimidação étnica, enquanto seu cúmplice Derrick Donchak, de 19 anos, foi liberado das acusações por agressão com agravantes e intimidação, informou hoje a rede de televisão "CNN".

A decisão foi amplamente criticada por organizações de imigrantes e de defesa dos direitos humanos.

A vítima, o mexicano Luis Ramírez, que tinha 25 anos, foi atacado em 12 de julho de 2008 por um grupo de jogadores e ex-jogadores de um time de futebol americano.

Os jovens, todos moradores de Shenandoah, jogaram futebol americano na Valley High School.

Donchak, matriculado na Universidade de Bloomsburg, era quarterback da equipe durante a temporada passada.

O grupo atacou Ramírez à noite em um parque, onde ele passeava acompanhado de uma menina jovem a quem um membro da equipe, Brian Scully, de 18 anos, perguntou se não era "um pouco tarde para estar por ali".

Ramírez sentiu-se ofendido e respondeu com gritos em espanhol.

Scully passou a insultá-lo com frases racistas, dando início à briga, primeiro entre Piekarsky e o mexicano, com Donchak se juntando ao colega em seguida.

Após eles se separarem, Scully seguiu insultando Ramírez, que respondeu.

Foi então que outro membro do grupo, Colin Walsh, de 17 anos, voltou a atacar o imigrante.

Piekarsky também votou à briga e chutou a cabeça de Ramírez quando ele já estava caído no chão.

Crystal Dillman, mulher do mexicano, disse que, após o chute, quando os agressores finalmente seguiram em frente deixando-o no chão, aproximou-se e viu que ele estava inconsciente e espumando pela boca.

Walsh se declarou culpado de ter violado os direitos civis de Ramírez e cumpre pena de até quatro anos, enquanto Scully segue acusado, em uma corte para menores, de ataque com agravante e intimidação étnica.

O caso provocou um aumento das tensões racistas na cidade de Shenandoah, cerca de 130 quilômetros ao noroeste da Filadélfia, e gerou críticas dentro e fora do México. EFE cai/jp

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