Humorista conhecido como Jonnie Marbles atirou prato de papel com espuma de barbear em magnata australiano no Parlamento

Um homem que atirou espuma de barbear no magnata da comunicação Rupert Murdoch em 19 de julho durante seu depoimento no Parlamento britânico foi condenado nesta terça-feira a seis semanas de prisão pela Corte de Magistrados de Westminster, em Londres.

O humorista conhecido como Jonnie Marbles foi levado por policiais depois de ação contra Murdoch no Parlamento (19/7)
AP
O humorista conhecido como Jonnie Marbles foi levado por policiais depois de ação contra Murdoch no Parlamento (19/7)
Jonathan Mai-Bowles, um humorista de 26 anos mais conhecido por Jonnie Marbles , declarou-se culpado na semana passada de agredir o magnata da comunicação, de 80 anos.

O agressor atirou um prato de papel com espuma de barbear em Murdoch, mas a esposa do magnata, Wendi, reagiu com rapidez e bateu no agressor.

Após a ação do humorista, a sessão parlamentar em que Murdoch, seu filho James e Rebekah Brooks , ex-chefe executiva da News International, braço britânico da News Corp. , prestavam depoimento sobre o escândalo de escutas ilegais do extinto tabloide News of the World teve de ser suspensa por 15 minutos. 

Depois que a sessão foi retomada, Murdoch apareceu sem o paletó, em uma indicação de que sua roupa ficou suja após o ataque.

Depoimento

Durante seu depoimento na sessão, que durou cerca de três horas, o magnata australiano negou ser responsável pelo escândalo do tabloide , afirmando que esta terça-feira era o dia mais "comovente de minha carreira".

Já James Murdoch, presidente-executivo das operações da News Corp. na Europa e Ásia, lamentou as práticas ilegais utilizadas pelo jornal, que não "condizem com os padrões da empresa". Ele também afirmou não ter evidências de que a direção da News International, braço britânico da News Corp., sabia sobre os grampos.

Aos legisladores, Rebekah Brooks negou ter pago policiais para obter informações enquanto foi editora do tabloide News of the World, entre 2000 e 2003.

Ex-editor

Nesta terça-feira, a Scotland Yard (Polícia Metropolitana de Londres) deteve um homem de 71 anos acusado de envolvimento no escândalo de escutas ilegais do News of the World. A polícia não identificou o homem, mas a imprensa local afirmou se tratar de Stuart Kuttner, ex-editor do jornal .

Kuttner está sob custódia da polícia para ser interrogado. Ele é acusado de conspirar para interceptar comunicações e também de corrupção. Ele deve ser solto ainda nesta terça-feira, sob fiança.

Com isso, passam de dez as detenções feitas durante as investigações do escândalo do News of the World, que deixou de circular no dia 10 de julho. Entre os outros detidos está Rebekah Brooks, ex-editora do tabloide e ex-editora-executiva da News International, o braço britânico da News Corporation de Rupert Murdoch, que era dona do News of the World. Ela foi libertada sob fiança.

O tabloide é acusado de ter monitorado os telefones celulares de milhares de pessoas, incluindo políticos e celebridades. No sábado, a Scotland Yard afirmou que uma nova investigação será aberta para determinar se o News of the World também utilizou o serviço de hackers para obter informações .

De acordo com o jornal britânico The Guardian, a investigação acontece após denúncias de que o tabloide teria contratado hackers que enviavam emails com um vírus de computador chamado Trojan. O vírus dava ao hacker acesso total ao computador e permitia que a compilação de informações particulares.

Também nesta terça-feira, a News Corp. informou que hackers que atacaram o site do jornal britânico The Sun , parte do conglomerado de Murdoch no Reino Unido, tiveram acesso a dados pessoais dos leitores do tabloide.

"Como sabem, em 19 de julho, o site do Sun foi alvo de um ataque criminoso organizado", afirmou no e-mail Chris Duncan, chefe do serviço de atendimento ao consumidor no News International. "Parece que as informações dos leitores que participaram de concursos e pesquisas foram violadas no ataque. As informações variam, mas podem incluir nomes, endereços, datas de nascimento, e-mail e telefone. Nenhuma informações bancárias ou senhas foi difundida", acrescentou.

*Com AFP

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