Jovem meia haitiano que atua no México pede ajuda às vítimas do terremoto

México, 14 jan (EFE).- O meio-campo haitiano Sony Norde, da equipe sub-20 do San Luis, pediu aos clubes do futebol mexicano que ajudem seu país, abalado por um forte terremoto na terça-feira.

EFE |

"Se puderam ajudar, que o façam", disse à imprensa o jogador, de 19 anos. Ele espera viajar hoje à capital do Haiti, Porto Príncipe.

Norde recebeu ajuda do San Luis para buscar seus familiares, com os quais não fala desde o tremor.

"Minha família está em perigo, talvez não tenha o que comer", disse o jogador, que tem como parentes mais próximos em Porto Príncipe sua mãe e dois irmãos, uma mulher de 22 anos e um homem de 15.

Habilidoso, Norge é considerado uma das revelações do futebol do país e chegou a fazer testes nas categorias de base do Boca Juniors, da Argentina.

O San Luis é uma das cinco equipes mexicanas que participará da Libertadores deste ano, mas dificilmente o jogador ganhará espaço no grupo - o clube começa já nas oitavas por decisão da Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF), pois foi prejudicado pelo surto de gripe suína que abalou o país ano passado.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE.

gb/dp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG