Pequim, 9 jun (EFE).- Uma jovem chinesa de 22 anos chamada C conseguiu ganhar nos tribunais o direito a manter o nome apesar de as autoridades de registro civil terem pedido a ela que mudasse, afirmou a agência China News Service.

Zhao C, natural da província de Jiangxi, venceu assim uma disputa com o registro civil que já durava três anos, desde o dia em que foi renovar a carteira de identidade e teve mais dificuldades que o imaginado.

Em 2005, Zhao C teve que renovar o documento, como todos os chineses, já que naquele ano entrava em vigor um novo tipo de carteira, e descobriu que as autoridades não queriam fazer uma nova para ela a menos que mudasse o nome que tinha desde seu nascimento.

Segundo alegaram no registro civil, os cidadãos chineses não podem ter nome formado por letras do alfabeto latino ou sinais de pontuação, por isso pediram a ela que adotasse um novo.

"As pessoas me chamam de Zhao C desde que era menina, não sei quem sou se mudarem meu nome", queixou-se a jovem.

Seu pai, o advogado Zhao Zirong, escolheu a letra C para batizar a filha por ser a primeira letra da palavra "China".

Além disso, o nome da letra em mandarim soa semelhante a "xi", que em chinês significa "Ocidente". Segundo o pai, isto mostrava seu desejo de que sua filha pudesse um dia estudar na Europa ou na América.

Aproveitando seus conhecimentos legais, o pai apoiou a filha na defesa de seu nome nos tribunais, e finalmente os juízes decidiram em favor da jovem C.

Não é o primeiro caso de nome curioso que chega à imprensa chinesa: há alguns anos foi descoberto, por exemplo, que um pai tinha decidido batizar o filho recém-nascido com o nome de "@", em homenagem à sua paixão pela internet. EFE abc/ev/dp

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