Viena, 25 set (EFE).- O austríaco Josef Fritzl, em prisão preventiva por seqüestrar e abusar sexualmente durante 24 anos de sua filha - com a qual teve sete filhos - visitou pela primeira vez desde sua detenção, no dia 27 de abril, o porão no qual cometeu seus crimes.

Esta informação foi confirmada hoje pela Agência Efe por Gerhard Sedlacek, porta-voz da Promotoria de Sankt Pölten. Ele afirmou que "o Juiz de Instrução (Nikolaus Obrovski) ordenou a inspeção ocular para esclarecer alguns aspectos da investigação" do mais polêmico caso de incesto conhecido na Áustria.

"Concretamente, a razão principal foi comprovar o mecanismo de fechamento de uma das portas" instaladas no cativeiro subterrâneo que Josef Fritzl, hoje um aposentado de 73 anos, construiu no porão de sua casa na localidade de Amstetten, 130 quilômetros a oeste de Viena.

Sedlacek acrescentou que o acusado foi acompanhado pela promotora que conduz o caso, Christiane Burkheiser, e fora isto "não há nada novo" em um julgamento que deve acontecer em dezembro.

Apesar das medidas de segurança adotadas para esta primeira inspeção ocular, o jornal "Kurier" revelou a notícia e a publica em sua edição impressa de amanhã, com base em declarações de uma testemunha, que disse tê-lo visto "trêmulo e nervoso, folheando um livro", enquanto esperava sentado em um automóvel judicial.

Protegido pelos agentes de segurança, o detido, que estava sem algemas, foi escoltado ao interior da casa.

"Após duas horas Josef saiu pela porta dos fundos e foi levado de volta para a prisão", informou a publicação. EFE wr/fal

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