Amstetten (Áustria), 29 abr (EFE).- Josef Fritzl poderia ser condenado à prisão perpétua se for considerado culpado de homicídio por negação de auxílio devido à morte de um dos bebês nascidos em cativeiro como fruto do incesto com sua filha Elisabeth.

O porta-voz da Procuradoria do estado federado da Baixa Áustria, Gerhard Sedlacek, disse hoje à Agência Efe que, caso seja declarado culpado desse crime, o aposentado de 73 anos pode ser condenado a passar o resto da vida na prisão.

Em 1997, Elisabeth Fritzl, hoje com 42 anos, deu à luz gêmeos, dos quais um morreu três dias após nascer. Fritzl então incinerou o cadáver na caldeira de calefação de casa.

Devido aos repetidos abusos sexuais contra a filha, a lei austríaca prevê uma pena máxima de 15 anos de prisão para Fritzl, que estuprava Elizabeth desde que ela tinha 11 anos e a manteve durante 24 anos em um calabouço debaixo do jardim de casa, na localidade austríaca de Amstetten, ao oeste de Viena.

Após cumprir a pena de prisão, as autoridades têm a possibilidade de declarar Fritzl como "insano, anormal e perigoso", e com isso seria internado permanentemente em um centro psiquiátrico, acrescentou o funcionário. EFE jk/an

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