José Miguel Insulza é reeleito secretário-geral da OEA por aclamação

Washington, 24 mar (EFE).- O chileno José Miguel Insulza foi reeleito hoje por aclamação para o cargo de secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) durante o período 2010-2015, em uma Assembleia Geral Extraordinária na qual não houve outros candidatos.

EFE |

Insulza, de 66 anos, recebeu o apoio unânime dos 33 países-membros ativos da OEA e iniciará seu novo mandato de cinco anos no final de maio, quando termina o atual.

Apesar do apoio, Insulza e OEA não ficaram imune a críticas.

O embaixador da Venezuela na OEA, Roy Chaderton, disse que a organização corre o perigo de ficar na "irrelevância" por não escutar os pedidos de países com ideias distintas.

Chaderton afirmou a OEA "deve se acostumar às coincidências e dissidências" e destacou que tem uma Carta Democrática Interamericana que começa a ser posta em dúvida "por fatores que aspiram a intervir com maior poder nas democracias dissidentes", lembrando o golpe de Estado em Honduras em junho do ano passado.

O representante permanente da Nicarágua na OEA, Denis Moncada, também mostrou sua oposição a uma reforma da Carta, a qual foi "praticamente cancelada por golpes de Estado na Venezuela (2002) e recentemente em Honduras", disse.

A Nicarágua considera que, mais do que reformar a Carta, como propôs Insulza no último dia 3, os países devem "somar vontades" e solidariedade para "defender a soberania, a integridade territorial, a independência e a autodeterminação dos países e rejeitar a intervenção e ingerências em assuntos internos dos Estados-membros".

A ministra de Transparência Institucional e Luta contra a Corrupção da Bolívia, Nardy Suxo Iturry, comunicou que seu país se abstinha de votar nesta eleição, mas que não tinha objeções à reeleição de Insulza por aclamação.

O chileno precisava de pelo menos 18 votos para ser reeleito para outro período de cinco anos.

Insulza disse receber o apoio dos países com "muita humildade", mas também com "muita alegria e afeto", e reiterou seu compromisso de fazer esforços para melhorar a organização, fortalecer seus mecanismos e lutar pela vigência da democracia e dos direitos humanos no continente. EFE cae/bba

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