Jornalistas somalis comemoram Dia da Liberdade de Imprensa em meio a ameaças

Mogadíscio, 3 mai (EFE).- Os jornalistas somalis comemoraram hoje, em meio a ameaças, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, com atos nos quais se lembrou os dois profissionais assassinados este ano no país e se pediu a liberdade de outros dois estrangeiros que estão sequestrados.

EFE |

A organização Mulheres Jornalistas em Ação (WOJA), grupo somali de defesa da liberdade de expressão, organizou vários atos em Mogadíscio e em Nairóbi, com profissionais exilados.

A diretora da WOJA, Sahra Mohamud Koronto, disse, em Nairóbi, que as agressões e assassinatos "não pararão nosso trabalho na Somália".

"Nossos colegas são assassinados, e lamentamos profundamente, e alguns de nós fomos obrigados a ir ao exílio, mas isso não parará nosso trabalho de informar a verdade na Somália", disse Koronto.

Dezenas de jornalistas se reuniram no ato organizado pela WOJA no Clube de Jornalistas da Somália para comemorar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, em meio à ameaça dos grupos fundamentalistas islâmicos radicais.

Durante o ato, o diretor interino da "Rádio Chifre da África", Mohammed Abukar, pediu aos presentes um minuto de silêncio em homenagem a Hassan Mayow Hassan, da "Rádio Shabelle", o primeiro jornalista assassinado este ano no mundo, em 1º de janeiro, e a Said Tahlil Ahmed, diretor da primeira rádio, assassinado em 4 de fevereiro.

O ato aconteceu apesar da ameaça dos grupos fundamentalistas islâmicos radicais, que consideram a liberdade de imprensa "inaceitável".

Sheikh Hussein, líder político do Al-Shabaab, que os EUA consideram ligado à Al Qaeda, disse hoje à Agência Efe por telefone que o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é "inaceitável" para eles, e que, "sob o Islã, isso é proibido".

Na reunião, também se pediu a libertação de dois jornalistas estrangeiros, o australiano Nigel Brennan e a canadense Amanda Lindhout, que estão sequestrados desde agosto do ano passado, quando foram capturados por um grupo armado enquanto visitavam acampamentos de deslocados internos perto de Mogadíscio. EFE ia/an

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